Publicado por: ministriodeusfiel | 26/04/2017

Desfazendo a desarmonia

Filipenses 4:1-3

INTRODUÇÃO

Uma coisa é sobrevivermos aos golpes de um mundo hostil aos princípios de Cristo, porém estar em desarmonia entre nós mesmos é inconcebível.

Efésios. 5:25-27 – Por mais anormal que possa parecer, a Noiva tem brigado há séculos. Nós nos transformamos de amigos em inimigos em questão de segundos.

Devemos concordar sempre? Não, mas por que não podemos ser agradáveis? Não fomos orientados, de maneira direta, a “guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz”? O que faz com que a Noiva de Cristo se esqueça dessas palavras?

  1. POR QUE OS CONFLITOS OCORREM? – Tg. 4:1-3

Tiago mostra que a fonte dos conflitos é os “vossos deleites”, isto é, o desejo intenso para conseguir o que se quer, seja lá o que for.

Não levamos armas à igreja – não literalmente. Isso não é necessário, uma vez que a língua está sempre pronta a lançar seus mísseis fatais. É de se pensar: como o bom Pastor nos atura? Ele vê tudo, toda palavra ríspida e atitude desagradável, e, ainda assim, nos ama.

2. OLHANDO PELO BURACO DA FECHADURA DE UMA IGREJA DO PRIMEIRO SÉCULO

A Igreja primitiva era qualquer coisa, menos um poço de perfeição. Até mesmo Filipos, por melhor porção do povo de Jesus que fosse, tinha seus próprios conflitos – Fp. 4:1-3.

Por trás de tudo isso, está seu desejo de que os filipenses desfaçam a desarmonia e voltem a sorrir. Quando a desarmonia persiste, a primeira coisa a desaparecer é o som mais doce que se pode ouvir em uma igreja: o riso.

3. UM PRINCÍPIO BÁSICO – v. 1

Resolver problemas que surgem a partir da desarmonia entre os cristãos exige que passemos a ficar firmes nas coisas do Senhor, e não que nos satisfaçamos, porque ficar firme no Senhor precede um bom relacionamento familiar.

O que permanecer firme inclui? Seguir os ensinamentos de Cristo. Respeitar Sua Palavra. Ser exemplo de Suas prioridades. Amar o Seu povo. Buscar e fazer Sua vontade. Aqueles que estão comprometidos com essas coisas têm pouca dificuldade em relacionar-se bem com os outros membros da família de Deus.

Outras alternativas causam estrago: ficar firme naquilo que quero, ficar firme na tradição ou ficar firme em um grupo de amigos.

4. UMA NECESSIDADE DE RELACIONAMENTO – v. 2

Tendo declarado o princípio, Paulo identificou um conflito específico em Filipos.

Quando a desarmonia surge entre duas pessoas, há alguma medida de culpa em ambos os lados. Ambas as partes devem ser encorajadas a entrar em acordo com disposição mútua para ouvir e mudar.

E o que é esse acordo? A afirmação de Paulo contém a resposta: “que sintam o mesmo no Senhor”. Assim como devemos ficar firmes Nele, também devemos estar em conformidade com Ele. Ambos os lados precisam concentrar-se em Deus se quiserem encontrar uma solução.

5. UM PEDIDO ASSERTIVO – v. 3

Às vezes, um conflito é tão profundo e duradouro que necessita de um terceiro, um árbitro objetivo e imparcial, para mediar os que estão envolvidos e ajudar na restauração.

Essas mulheres eram importantes. Elas haviam “trabalhado no evangelho” com Paulo e pertenciam à mesma família espiritual. O conflito entre elas estava ferindo a comunhão dos cristãos em Filipos. A Noiva tinha de parar de brigar!

Seu objetivo é claro: perdoar completamente quem o ofendeu. Tendo feito isso, você perceberá que o desejo vingativo de revidar diminuirá, e, em seu lugar, haverá uma efusão de alívio e um novo espírito de alegria.

Um espírito ressentido e não perdoador e um coração despreocupado e feliz nunca coexistirão no mesmo corpo. Até que se resolva aquele, não poderá desfrutar deste.

6. QUATRO LIÇÕES PRÁTICAS

6.1 Conflitos continuarão a existir. Não se pode prometer o contrário. Enquanto a depravação poluir a humanidade, podemos esquecer um ambiente livre de conflitos.

6.2 Nem todos os conflitos são errados. Nem todas as discórdias exigem reconciliações. Foi Jesus que disse trazer “uma espada” a certos relacionamentos. Quando versículos bíblicos críticos são distorcidos, render-se a uma causa que leva ao engano é errado.

6.3 Se uma discórdia deveria ser resolvida e poderia ser resolvida mas não é, a teimosia e o egoísmo estão no centro de tudo. Podemos ser adultos em idade e altura, contudo demasiadamente infantis nas atitudes.

6.4 Se você tiver de ser o “companheiro” necessário para ajudar na reconciliação, lembre-se do seu objetivo tríplice:

– O objetivo final: restauração (não disciplina);
– A atitude geral: graça (não força);
– O denominador comum: Cristo (não a lógica, a igreja, a tradição ou a sua vontade).

Existe algo de magnânimo no nome de Jesus que abranda nossas atitudes e desfaz a desarmonia. De alguma forma, quando introduzimos o Seu nome, manter um espírito de briga torna-se inapropriado.

Para refletir:

  • Tenho tentado de todas as formas impor as minhas vontades às pessoas? Tenho provocado desarmonia?
  • Tenho permanecido no Senhor e assim me relacionado bem com as pessoas? Tenho desfrutado da alegria da comunhão com os irmãos?
  • Tenho me colocado a disposição do Senhor para ser usado na reconciliação de vidas? Tenho feito da maneira que agrada a Deus?

Palavra ministrada pelo Pr. Mario Pacheco Neto em 09/04/2017

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