Publicado por: ministriodeusfiel | 05/12/2010

Não desperdice o seu talento

Mateus 25: 14 – 18

A parábola dos talentos contada pelo Senhor Jesus é uma das mais lindas ilustrações acerca de princípios do reino de Deus, em relação ao serviço que prestamos a Ele, antes de sua volta. Fala de oportunidades e da liberdade que os servos tiveram para trabalhar os talentos recebidos.

Jesus se auto-representa na parábola como um dono de terras que tem que se ausentar e confia o trabalho em sua propriedade aos seus servos. Jesus fala de três servos que receberam os talentos, segundo sua capacidade pessoal. Eram pessoas que certamente tinham a confiança do seu senhor. Um recebeu cinco, outro dois e outro um, com toda a liberdade de usá-los como quisessem.

Podemos perceber que os dois primeiros servos da parábola tinham uma relação de amor e confiança para com seu senhor. O senhor acreditava neles e eles o amavam, respeitavam e admiravam. Então, quando o senhor foi embora, eles trabalharam com os talentos que o senhor lhes deixou. E quando voltou, eles tinham o dobro, como fruto do trabalho das suas mãos. O que recebeu cinco, não pensou duas vezes, e saiu em busca de um retorno à confiança de seu senhor, da mesma forma fazendo o que recebeu dois.

O servo que recebeu o menor talento

O erro maior foi aquele trabalhador ter recebido os bens do seu senhor e negligenciado, não teve os devidos cuidados em utilizar o seu talento da melhor forma possível e que agradasse o seu senhor. Quantos não gostariam de estar no lugar daquele homem, mas o privilégio foi dado a ele, e por isso, seu senhor não conseguiu entender o seu desdém para com o talento recebido, pouco na verdade, mas era sua capacidade para aquilo (Mat.25:15).

É possível que ele tenha se sentido humilhado, inferior aos demais, por ter recebido apenas um talento. Mas a parábola diz que os talentos foram distribuídos conforme a capacidade de cada um. Seja como for, temos que desenvolver da melhor forma possível o que recebemos de Deus. “A importância das coisas pequenas é muitas vezes menosprezada por serem insignificantes.

“Tudo o que você tiver de fazer faça o melhor que puder…” (Ec 9:10).

Percebemos que o terceiro servo era uma pessoa que disfarçava o seu ressentimento e ódio. Era servo. Servia, trabalhava para o Senhor, mas no fundo, não acreditava nele. Vamos nos colocar no lugar daquele homem, e analisar o porquê, e por quais razões ele perdeu a oportunidade de ser um legítimo representante dos bens do seu senhor.

Mas por que ele enterrou o talento recebido? Vejamos algumas razões:

1) Não valorizou o que recebeu

Subestimou o talento recebido. Os recursos eram poucos e por isso julgou ele, desnecessário seu uso. Por ter menos, se sentiu inferior perante os demais que receberam mais talentos. Talentos e dons são para serem usados independente de quantidade, pelo contrário, ainda que pouco, temos que empregar maior qualidade possível em seu uso.

Temos a tendência sempre de subestimarmos nossos poucos e reduzidos recursos por entender que quem tem mais, possui obrigações maiores. Mas o princípio divino do serviço do Reino revela-nos que nossas obrigações são iguais, independente de quanto temos ou fazemos.

2) Não achou lugar para usá-los

Veja que ele enterrou o talento quem sabe na estranha esperança que ele germinasse, brotasse e enfim frutificasse, e quando viesse o senhor das terras ele teria algo em contrapartida. Quem sabe o homem disse consigo mesmo: “Vou enterrá-lo. Quem sabe ele nasce”. Errou feio, pois dons e talentos não nascem de semeaduras, pelo contrário, recebe-se das mãos de Deus (Tiago 1:17) e tem que ser desenvolvidos por nós mesmos. Depende 100% de cada um de nós. Errou, pois o talento não nasceu e nada tinha a ser colhido do talento escondido. O que ele queria dizer com o enterro do talento, é que não havia um lugar certo para usá-lo.

Este é o problema maior de muita gente hoje, esquecem que o Senhor Jesus dá a todos nós, seus preciosos dons e talentos, para um uso útil. I Coríntios 12:7. Encontre lugar para usá-lo onde quer que seja. Não o enterre alegando falta de oportunidade, pois em algum lugar no reino, haverá uma utilidade a altura do seu talento, a você compete apenas achar esse lugar. Ore a Deus, Ele irá revelar a você, o que o Senhor não quer no seu retorno encontrar seus dons e talentos enterrados e sem uso.

3) Tinha uma visão errada do seu senhor e se relacionava mal com ele

Ele imaginava seu senhor como uma pessoa cruel, injusta, insensível que só pensava em castigá-lo se falhasse. Se o patrão fosse assim tão frio e insensível como imaginava seu servo não teria dado liberdade suficiente para eles tomarem conta de suas propriedades.

As acusações que saíram de sua boca, as ofensas de seu coração apareceram quando chegou o momento do ajuste de contas. Quando viu que o servo que recebera cinco devolvera dez; o que recebera, dois devolvera quatro; e ele que recebera um, não tinha nada. Foi aí que ele confrontou-se com a sua realidade. Ele não amava seu senhor. Na sua opinião, o senhor era injusto.

Infelizmente, hoje no Reino de Deus, muitos estão parados em relação a talentos e dons exatamente por não conhecer seu Senhor na intimidade e por não se relacionar bem com Ele. Relacionam-se baseados no que ouvem por bocas alheias e naquilo que aprendem de terceiros e não por experiência pessoal. Tem uma vida de intimidade com Deus apenas aos domingos quando vem a Igreja ou quando estão precisando de alguma coisa.

É hora de buscarmos algo mais profundo com Deus, e assim, descobrir o que Ele quer de nós em relação a seu reino aqui na terra.

4) Se deixou levar pela comodidade

Aquele homem pensou que enterrando o talento recebido, ficaria tranqüilo e não precisaria nem se desculpar em relação a seu senhor. O Senhor entenderia e não cobraria dele o não uso do talento, afinal, era só um, e não faria falta ao seu senhor.

Não tem nenhuma desculpa para você deixar de usar os dons e talentos que Deus lhe deu. Afinal, alguma coisa você sabe fazer para Ele. Não importa o que. Procure seu lugar no Reino de Deus.

5) Ele teve medo

O terceiro servo teve medo de usar o talento que havia recebido. Ele não conseguiu produzir por causa do medo. Num cristianismo sadio, não pode haver lugar para o medo. O medo é a pior coisa que pode acontecer nesta vida.

Sabe por quê? Porque o inimigo vai fazer de tudo para levar você para uma vida de pecado e miséria. Mas, se o inimigo não puder mantê-lo no erro, então vai permitir que você volte para Deus, pelos motivos errados. E um dos motivos errados para você se aproximar de Deus, é o medo. Você nunca pode se aproximar de Deus pelo medo.

Sabe quando apareceu o medo? Quando o ser humano tentou fazer-se o deus de sua própria vida. Quando ele usou mal a liberdade que Deus lhe confiou. Porque parte do amor de Deus era a liberdade. A expressão de seu amor era a liberdade. Liberdade para fazer o bem ou para fazer o mal.

Gênesis 3: 8 a 10.

Antes da entrada do pecado não existia medo. Deus nunca desejou que no relacionamento que Ele tivesse com Seus filhos, existisse a palavra medo. O medo é fruto do pecado.

 

Conclusão

A formação de nosso caráter será cheia de perigos, se avaliarmos mal a importância das coisas pequenas. Todos devemos fazer o melhor onde estamos, quer com um, dois ou cinco talentos. Se hoje administrarmos bem um talento, amanhã poderemos receber dois e, logo mais, cinco.

O tempo do acerto de contas está chegando! O Senhor está voltando para fazer o acerto de contas dos talentos que você recebeu…

Que desculpa você terá para dar ao Senhor? Que não teve tempo para usá-lo?… Que aquilo que você recebeu foi pouco? Que não teve oportunidade?… Que você teve medo? Que trabalhou para si o tempo todo?… Colocando a Obra do seu Senhor em segundo plano em sua vida?…

“Não desperdice o seu talento. Represente a Cristo em toda a Sua obra. Faça como Ele o faria em seu lugar. A conduta de cada pessoa revela a maneira como ela encara a vida, seus deveres e responsabilidades. A recompensa será correspondente à sua maneira de agir”.

Pb. Rodrigo Winter – 05/12/2010

 

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